O Governo do Brasil anunciou, nesta sexta-feira, 27 de fevereiro, um reforço de peso para a indústria nacional. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai destinar mais R$ 70 bilhões para a Nova Indústria Brasil (NIB) até o final de 2026. Com esse novo aporte, o programa atingirá o montante de R$ 370 bilhões investidos em quatro anos.
O anúncio foi feito em São Paulo pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Os novos recursos serão aplicados na NIB após o Banco ter alcançado, ainda em dezembro de 2025, a meta de destinar R$ 300 bilhões.
APLICAÇÕES — Mais do que números, esses investimentos se transformam em benefícios reais para a população. No âmbito da política, o BNDES já destinou, desde 2023:
- R$ 84,6 bilhões para a Missão 4 (transformação digital da indústria)
- R$ 76,9 bilhões para a Missão 1 (cadeias agroindustriais sustentáveis e digitais)
- R$ 63,1 bilhões para a Missão 3 (infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis)
- R$ 27,8 bilhões para a Missão 6 (tecnologias de interesse para a soberania e defesa)
- R$ 27 bilhões para a Missão 5 (bioeconomia, descarbonização e segurança energética)
- R$ 7,9 bilhões para a Missão 2 (Complexo econômico-industrial da saúde resiliente)
Além de financiamentos, o Banco aprovou investimentos via fundos, por meio da subsidiária BNDES Participações S.A. (BNDESPAR), no valor de R$ 12,6 bilhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin celebrou a eficiência do banco: “O BNDES é hoje um exemplo de total transparência, com inadimplência de 0,06%”.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o Banco apoiou o desenvolvimento de 608 medicamentos, vacinas ou princípios ativos, a construção de 15 plantas pioneiras, mais de 216 mil metros quadrados de laboratórios e centros de P&D, além da aquisição de mais de 85 mil equipamentos e destinação de R$ 4,7 bilhões a projetos de inteligência artificial, criando 33,8 mil postos de trabalho.
EIXO VERDE — Em relação ao financiamento ao eixo verde, foram retiradas da atmosfera 95,5 milhões de toneladas de CO2-equivalente, beneficiadas 250 mil toneladas de lítio ao ano, adicionada capacidade de produção anual de 2,3 milhões de metros cúbicos de etanol e economizados 262 mil megawatts-hora de energia por ano.
PRODUÇÃO — Em três anos, o banco apoiou a exportação com R$ 56 bilhões, o dobro dos seis anos anteriores. “Financiamos 493 mil máquinas e equipamentos nacionais, levamos a conectividade a 781 mil lares, por meio do BNDES Fust, e tivemos um ganho de produtividade de 27,83% nas empresas participantes do plano Brasil Mais Produtivo”, completou Aloizio Mercadante.
APOIO — O programa não beneficia apenas as grandes fábricas. Do total de financiamentos, R$ 111,8 bilhões apoiaram micro, pequenas e médias indústrias, em 157,2 mil operações, e R$ 175,6 bilhões em 22.417 operações de indústrias de grande porte.
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