Conviver com pouca água será um dos maiores desafios da humanidade no século 21. Segundo as Nações Unidas, o consumo deve superar em 40% a oferta até 2030; consequência do crescimento populacional, da degradação ambiental e das mudanças climáticas. Mas sem água, não existe vida no planeta; o que faz da exploração sustentável dos recursos hídricos e do acesso universal à água temas fundamentais no debate político.

Sancionado em 2020, o novo marco legal do saneamento busca assegurar que 99% dos brasileiros tenham acesso à àgua potável até 2033. Aumentando investimentos e superando o déficit histórico de infraestrutura no país. Será preciso também reduzir as desigualdades, como alertou no Plenário o senador Confúcio Moura, do MDB de Rondônia, há dois anos, após concluir sua avaliação da política de saneamento básico, feita a pedido da Comissão de Meio Ambiente.

(senador Confúcio Moura) “Abastecimento de água: Centro-Oeste e Sudeste, atingem 90% dos domicílios; Nordeste, 74%; Norte, 60% de cobertura. Quem não tem acesso a saneamento no Brasil tem uma cor: são geralmente os pretos, pardos, os indígenas; e pobres, favelados e excluídos”. Para a arquiteta Paula Pollini, do Instituto Água e Saneamento, que busca criar engajamento no país para essas pautas, refletir sobre o mais importante recurso natural do planeta no dia mundial da água é olhar para o futuro.

(Paula Pollini) ” O futuro que tem o aquecimento global e as mudanças climáticas, onde os impactos são sentidos pela água. A água que sobra nos alagamentos, nas enchentes, nas enxurradas; e água que falta em períodos de seca e escassez. A gente tem que pensar de uma forma integrada, da produção dessa água, a conservação do meio ambiente; e também o cuidado com a água que a gente usa: o tratamento, o reuso… A água é muito mais do que só uma paisagem bonita.”

Segundo o Unicef, 2,1 bilhões de pessoas no mundo, uma em cada 4, não têm acesso à água potável de forma segura. No Brasil, o Senado aprovou, em 2021, a proposta de emenda constitucional do ex-senador Jorge Viana que inclui o acesso à água potável entre os direitos e garantias fundamentais da Constituição; e no ano passado, a PEC do senador Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá, que inclui entre os direitos sociais o saneamento básico. As duas propostas ainda não foram votadas na Câmara dos Deputados.

Foto: Reprodução

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