As eleições de 2026 contam com um número recorde de eleitores que são pessoas com deficiência.
Ao todo, esse público soma mais de 1 milhão e 900 mil pessoas que demandam muitas vezes adaptações para exercerem seu direito de votar.
A maior parte é de cidadãos que têm deficiência de locomoção, seguida por pessoas com deficiência visual, auditiva ou que tem alguma outra dificuldade para votar.
Neste ano a Justiça Eleitoral ampliou as adaptações nas seções eleitorais com acessibilidade em 41%, acompanhando o crescimento do eleitorado com deficiência, que foi de 42%.
O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, Júlio Valente, explicou sobre alguns recursos presentes na urna para pessoas cegas.
“Em termos de acessibilidade, as pessoas cegas, elas têm diversos recursos. Existe o recurso do áudio em que a pessoa escuta aquilo que ela está digitando na urna, cada número e o candidato que ela por ventura selecionou. Existe o teclado da urna que também tem relevo em Braille e tem algumas sutilezas que as pessoas talvez até não percebam. Cada tecla da urna eletrônica, ela é projetada para que tenha um pequeno barulhinho, tem um clique quando ela é clicada e isso também é perceptível na ponta do dedo. Ela tem um sensor que permite de forma tátil identificar que houve o clique.”
Além dessas adaptações na urna, as pessoas com deficiência visual podem entrar na seção eleitoral acompanhadas de cão-guia.
Para as pessoas com deficiência auditiva, a urna conta com um intérprete de Libras exibido no canto inferior da tela.
Os eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida, se não tiverem condições de votar sozinhos, podem entrar na cabine com um acompanhante, que não poderá estar a serviço da Justiça Eleitoral, nem de partido político ou de coligação. A necessidade de acompanhamento é avaliada pelo presidente da seção e registrada na ata.
A prioridade para votar é das pessoas com mais de 80 anos, seguidas das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
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