A mudança da escala de trabalho dos profissionais de saúde lotados no SAMU, de 24 para 12 horas, foi contestada pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), que visitou o órgão na semana passada em atenção a denúncias recebidas. Na manhã desta segunda-feira (20), em entrevista à imprensa, ela rebateu as alegações do gerente do SAMU, Ivan Paiva Filho, de que a nova escala era melhor para o serviço.
“Os trabalhadores já tinham uma escala há 21 anos e a Secretaria Municipal de Saúde não podia alterar drasticamente uma rotina que vai impactar na vida de centenas de profissionais, sem que eles, ou as entidades representativas da área da saúde, tenham sido sequer consultados”, argumentou Aladilce.
Enfermeira e dirigente do Sindsaúde-Ba, ela fez um apelo ao secretário. “Eu não estou afirmando qual a melhor escala, mas defendendo o diálogo, a negociação”.
Concurso público
A vereadora chamou atenção também para a necessidade da gestão ouvir os trabalhadores sobre os riscos ocupacionais a que estão sujeitos. “Porque eu já trabalhei na área e sei que em saúde, ou em qualquer lugar, não é só você cobrar a produtividade, pagar o salário. Você tem que ver quais são os riscos do trabalho para afastá-los ou reduzi-los. E esses trabalhadores vivem sob tensão, sob riscos físicos, biológicos e emocionais”, frisou.
Segundo ela, os profissionais lotados no SAMU apontaram a necessidade de concurso público, observando que 110 contratados pelo Reda estão atuando com vínculo de trabalho vencido. “É preciso um novo concurso para a área de saúde, com vagas específicas para o SAMU”.
Foto: Reprodução/ Antônio Queiróz







